terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ingressos para show do U2 em SP estão esgotados

Segundo assessoria, últimas entradas foram vendidas às 11h20.


Vendas começaram à meia-noite pela internet e às 10h nos demais pontos.

Os ingressos para assistir ao show do U2 em São Paulo estão esgotados. Segundo a assessoria da T4F, as últimas entradas foram vendidas às 11h20 desta terça (7). As vendas começaram à meia-noite pela internet e às 10h nos demais pontos de venda. As filas eram enormes (veja no vídeo ao lado, registrado no Morumbi Shopping, às 11h de hoje).



O U2 tocará em São Paulo no dia 9 de abril de 2011, no Estádio do Morumbi. Ingressos custavam entre R$ 70 e R$ 1 mil.



A cota de entradas vendida pela internet foi a primeira a esgotar. Por volta das 9h40, o site da Tickets for Fun já exibia a seguinte mensagem: "Obrigado por utilizar nossos serviços! Os ingressos do U2 360º não estão mais disponíveis pela Internet. Não será liberada nova carga de ingressos para este evento pelo site."

Apesar do aviso, algumas pessoas continuam à espera de novos lotes de entradas em alguns pontos de vendas. Ao meio-dia, a reportagem do G1 viu cinco pessoas na fila do Ginásio do Ibirapuera. A informação naquele momento era que uma nova carga de ingressos poderia chegar ao local.

Bruno é condenado por cárcere privado de Eliza em 2009, diz TJ-RJ

A Justiça do Rio condenou o goleiro Bruno por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samudio. Na sentença, o atleta é condenado a cumprir 4 anos e 6 meses de prisão. Macarrão foi condenado apenas por cárcere privado, com pena de 3 anos.




Em 2009, a ex-amante do atleta registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, acusando-o de sequestro, agressão e ameaça. A intenção, segundo ela, seria obrigá-la a abortar um filho que seria dele. Bruno nega as acusações.



Procurados pelo G1, os advogados Claudio Daledone e Patrick Berrial, que assumiram as defesas de Bruno e Macarrão no Rio, respectivamente, afirmaram que vão entrar com recurso ainda nesta terça-feira (7). "Eles estavam indefesos e o próprio juiz neste processo declarou os réus indefesos. Vamos recorrer exatamente por causa dessa defesa deficitária. Não entramos no caso antes porque não queria chancelar uma defesa que teria um fim trágico, como teve", afirmou Daledone, referindo-se à decisão anterior em que a Justiça afastou os antigos advogados do atleta do caso.



A sentença

Na sentença, o juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, diz que a "culpabilidade é exorbitante na medida em que se percebe que é absolutamente reprovável a conduta do réu, já que praticou os crimes que ensejaram a sua condenação com o propósito de se ver livre do status de pai que não desejava desempenhar".



Na decisão, o magistrado nega aos réus a possibilidade de recorrer em liberdade e cita a periculosidade dos dois, "diante das circunstâncias que envolveram os fatos narrados na denúncia, além dos acontecimentos posteriores, que culminaram no desaparecimento da vítima, bem como pela conveniência da instrução criminal, que ainda está em curso".



Entenda o caso

Eliza desapareceu em junho deste ano. Em Minas Gerais, Bruno e outros oito réus respondem pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio.





Bruno, Macarrão e Marcos Aparecido dos Santos,

o Bola, durante audiência em Minas Gerais

(Foto: Alex Araújo/G1 MG)A Justiça já ouviu todos os acusados em audiências no mês de novembro. A Juíza responsável pelo caso, Marixa Fabiane Rodrigues, tem até o dia 10 de dezembro para informar se os réus vão ou não a júri popular.



O motorista de Bruno, Flávio Caetano de Araújo, um dos réus do caso, foi solto da prisão no último dia 27 de novembro. Ele teve habeas corpus concedido pelo Justiça mineira após cerca de cinco meses. Segundo da Secretaria de Estado e Defesa Social, os outros oito réus permanecem detidos em presídios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.



O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro respondem na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responde por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Menino de 12 anos mata amigo de 9 em Caratinga

Tragédia aconteceu na escola Barquinho Amarelo, em provável disparo acidental de revólver calibre 38






Ana Lúcia Gonçalves - Da Sucursal do Leste do Estado - 1/12/2010 - 18:51





Leonardo Morais





Policiais permaneceram próximo aos portões da escola, que tem cerca de mil alunos



CARATINGA – Um menino de 9 anos morreu baleado na cabeça, na manhã desta quarta-feira (1º), no pátio da escola onde estudava, em Caratinga, no Vale do Rio Doce. Supostamente, ele estaria brincando de roleta russa com um revólver levado por um colega, de 12 anos. Era hora do recreio e cerca de 400 alunos estavam no pátio. De acordo com informações da Polícia Militar, a arma pertence ao primo do adolescente de 12 anos, o desempregado Wellerson Martins Costa, 20 anos, o “Ferinha”, que teria passagens por tráfico de drogas, assalto e também porte ilegal de armas.





Passava pouco das 9 horas quando o estampido foi ouvido. Os alunos que estavam no pátio da Escola Municipal Barquinho Amarelo, de educação infantil e fundamental, no Bairro Santa Cruz, começaram a correr, assustados. Segundo o comandante do Posto de Polícia Comunitária do bairro, sargento Marco Aurélio de Carvalho, o socorro chegou rápido, mas a criança morreu logo após receber atendimento médico, na unidade de pronto atendimento da cidade. Ele cursava o terceiro ano.





O revólver calibre 38 e o adolescente de 12 anos, que é estudante do 5º ano, foram apreendidos. De acordo com a PM, a arma tinha uma munição intacta e outra deflagrada. Segundo o sargento, a PM descobriu que “Ferinha” usou a arma para assaltar um supermercado da cidade na noite desta segunda-feira e o primo viu onde ele a escondeu, dentro de casa. Na manhã seguinte, colocou-a dentro da mochila e a levou para a escola. Apesar de testemunhas terem informado que brincavam de roleta russa, o sargento descarta essa possibilidade, e também a de homicídio.





“Pelo que apuramos, os dois eram amigos e olhavam juntos o revólver, por pura curiosidade. O de nove anos sacou a arma primeiro, mas não conseguiu atirar. A bala mascou. Aí o de 12 anos fez o mesmo, mas acabou atingindo o colega na nuca. A intenção dele era atirar para cima, mas a arma disparou antes”, explicou o sargento PM. O caso está sendo investigado pela delegada Naiara Travassos Costa, que ouviu o adolescente na tarde desta quarta-feira. A versão que ele apresentou é a mesma do policial militar, de disparo acidental. O adolescente foi autuado e entregue ao Ministério Público (MP).





Parentes confirmam que crianças eram amigas





Uma das irmãs da criança que morreu baleada, a vendedora Daniela de Assis, 20 anos, contou que os meninos andavam sempre juntos – eles moravam no mesmo bairro, o Anápolis - e não imaginava “que isso pudesse acontecer um dia”. Abalados, os pais não falaram com a imprensa. A diarista Graziela Cristina Ribeiro de Oliveira, 24 anos, prima do adolescente acusado de atirar, disse o mesmo. Ela contou que o primo não tem irmãos, o pai morreu assassinado e a mãe mora em outra cidade. Ele é criado pela avó na mesma casa em que mora “Ferinha”. “Não sabemos o que aconteceu. A única certeza é que ele não teve a intenção de matar aquele menino”, disse ela.





Os estudantes foram dispensados das aulas logo após o acidente, pela manhã. Os que chegaram para o turno da tarde, por volta das 13 horas, encontraram portões trancados e militares da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar nas imediações. Um bilhete assinado pela direção da escola, afixado na portaria, avisava que não haveria aula nesta quarta-feira.





A secretária Municipal de Educação de Caratinga, Maria do Carmo da Silveira, lamentou o ocorrido e classificou o caso como um fato isolado. Segundo ela, a Escola Municipal Barquinho Amarelo tem cerca de mil alunos divididos em três turnos e apesar de ser uma das escolas mais movimentadas, é também uma das mais tranquilas da cidade “porque tem equipe comprometida com o trabalho e alunos”.