quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Adriano inaugura projeto na Vila Cruzeiro e diz que não sai do Roma


Imperador confirma que Ronaldo tentou levá-lo para o Parque São Jorge. Ele afirma que vê seu futuro com a camisa do Flamengo novamente

Por Fred Huber e Mariana KneippRio de Janeiro
Durante inauguração de um projeto social na Vila Cruzeiro, no Rio, o atacante Adriano botou um ponto final no sonho do Corinthians em tê-lo no elenco para a disputa da Taça Libertadores 2011. O Imperador, que viveu no local durante a sua infância, confirmou que continuará jogando no Roma em 2011.
  Vou voltar para Roma. Não tem como sair de lá agora. Conversei bastante com a presidente (Rosella Sensi). Eu estava um pouco triste por que não estava jogando. Ela me pediu paciência e disse que minha oportunidade ia surgir. E surgiu agora, no último jogo contra o Milan. Ela não abriu mão de mim. Tenho de voltar para lá no dia 29 para dar sequência ao meu trabalho. Para mim, agora será mais tranquilo sabendo que ela está comigo. É ter paciência e buscar as oportunidades. Sei que tem jogadores em um ritmo melhor do que o meu. Vai ficar para outro dia jogar com o Ronaldo - disse o Imperador, que tinha o lobby do Fenômeno no Timão.

Adriano confirmou que Ronaldo tentou convencê-lo a jogar pelo Timão porque sentia que o atacante estava infeliz na Itália. Ele, no entanto, disse que a conversa com a presidente do Roma pesou mais.

- Realmente eu conversei com o Ronaldo. Ele sabia que eu não estava feliz porque não estava jogando, não estava me sentindo parte do Roma. Ele me disse: "Pô, tem que vir jogar comigo no meu último ano". Mas, antes de decidir alguma coisa, achei que devia conversar com a presidente. Ela me deu força e disse que minha oportunidade vai chegar. Joguei bem no último jogo mesmo depois de tanto tempo sem atuar.
adriano roma vila cruzeiroAdriano foi recebido com festa pela comunidade na Vila Cruzeiro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Nem os problemas salariais no clube italiano desanimam o Imperador, que prevê melhorias a curto prazo.

- Tem salários atrasados, mas não é nada demais. Acho que o Roma está sendo vendido para um americano, e a tendência é melhorar. Só penso em voltar para lá e ter oportunidade de jogar.

Adriano diz que vê seu futuro novamente com a camisa do Flamengo
auditório imperadores da vila avó adriano vila cruzeiroAdriano brinca com a avó na Vila Cruzeiro
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Muito identificado com o Flamengo, o Imperador disse que, quando deixar o Roma, sua primeira opção será retornar ao Rubro-Negro, onde começou a carreira e em 2009 conquistou o hexacampeonato brasileiro. O atacante comentou sobre o ano difícil que o clube da Gávea passou depois de sua saída. Sem citar nomes, deu uma alfinetada dizendo que o Fla precisa de pessoas que queiram realmente ajudar o clube.

- Com certeza no futuro a minha camisa vai ser a do Flamengo. Quando eu sair do Roma, vou voltar para o Flamengo. Fiquei um ano e meio lá. Para trabalhar no clube, tem que ser pessoas que queiram ajudar. Na época, voltei porque é o time do meu coração e da minha família. Fiz uma história bonita com o título conquistado. Infelizmente, não deu para ficar. O Roma me deu um projeto, e eu aceitei.

Sobre Seleção Brasileira, Adriano disse que segue com o pensamento de voltar, mas sabe que precisar ter um papel mais ativo na Itália para voltar a ser lembrado pelo técnico Mano Menezes.

- Na Seleção eu tenho pensando sempre. Mas, para voltar, tenho que jogar. Tenho esta esperança, e só depende do meu resultado dentro de campo para eu voltar a ter uma chance. O Mano tem um projeto grande, é um excelente treinador. Espero que dê muitas vitórias ao Brasil.

Adriano concedeu entrevista na sede de um projeto social na Vila Cruzeiro, local onde o atacante nasceu que e recentemente foi pacificada pelo estado. O jogador foi lançar a campanha "Imperadores da Vila", que visa ajudar crianças carentes.

'Parecia um tsunami', relatam vítimas da enchente na Zona Sul de SP


Moradores viram carros serem arrastados pela correnteza.
Água atingiu 1,70 metro de altura.

 A enxurrada provocada pela chuva que fez um córrego transbordar na Zona Sul de São Paulo, destruindo os muros de um condomínio de prédios de oito andares, inundando e danificando casas vizinhas, destruindo carros e móveis e provocando a morte de uma pessoa parecia um tsunami, relataram na manhã desta quarta-feira (22) vítimas e sobreviventes da tragédia.

“Foram muitos carros danificados, levados pela correnteza. A enxurrada levando os carros como um tsunami. Os carros caíam no córrego. O povo correndo, amarrado com uma corda na árvore, tentando encontrar a menina. A chuva foi tão forte, a água subiu tão rápido que levou a moça e as roupas dela do corpo”, disse a dona de casa Marlene Bezerra, de 55 anos, moradora há 13 anos do condomínio Projeto das Américas, onde Michele Borges, de 28 anos, desapareceu após ser levada pela enxurrada na noite de terça (21). Michele, que também residia no local, tinha ido tentar resgatar seu carro que estava sendo levado pelas águas, mas morreu ao ser carregada pela correnteza.
 

lama
Após destruir os muros do condomínio,  o temporal atingiu portões e invadiu casas vizinhas ao condomínio. Em algumas, o nível da água alcançou 1,70 metro de altura em relação ao solo. “Perdemos tudo. Não resta outra coisa a não ser nos mudarmos daqui”, disse o aposentado Rufino dos Santos Neto, de 75 anos, que teve a residência, onde mora com duas filhas, destruída pela força das águas. A reportagem do G1 esteve no local e verificou que o muro que dividia sua casa da do vizinho caiu, danificando a estrutura do imóvel.
Moradores enfrentavam lama e destruição na manhã desta quarta-feira (Foto: Kleber Tomaz/G1)
“Fazia dez anos que não tínhamos problemas assim, de enchente. Essa foi a pior de todas as enchentes”, disse a cozinheira Telma Regina dos Santos, de 43 anos, filha de Rufino. “Perdemos documentos, TV de plasma, três computadores. Até a pia da cozinha foi levada embora com a correnteza. Só tivemos tempo de correr e sair de casa. Ficamos abrigados na casa de vizinhos, que tem um sobrado”.
chuvaMorador mostra nível atingido pela chuva (Foto:
Kleber Tomaz/G1)
Para o casal Enoque Raimundo Oliveira, de 47 anos, e Gilmara Mariano Ricarti, de 35 anos, a chuva levou o desejo de passar um natal com a família. “Onde vamos fazer a ceia agora? A água entrou aqui em casa, na sala, na cozinha, nos quartos. Estragou a geladeira, tudo, tudo. Meu Deus, que calamidade”, disse a assistente financeira Gilmara.

O pastor evangélico Juscelino Leite, de 39 anos, pediu para a reportagem tirar uma foto dele com a família em frente ao que restou do imóvel. “Vou tomar as providências necessárias. A administração pública é responsável por essa tragédia. Ela não canalizou direito o córrego e ele inundou”.

Farça no atentado ao pentágono de 11 de setembro, reparem o video.