terça-feira, 25 de julho de 2017

Mochila confundida com bomba no metrô de Salvador foi deixada no lixo por professor: 'Gosto de reciclar'

Homem de 48 anos se apresentou à polícia após perceber que tinha provocado uma confusão na estação de Brotas.


Enéas Sena colocou mochila em lixeira do metrô e material foi confundido com bomba  (Foto: Reprodução/TV Bahia)Enéas Sena colocou mochila em lixeira do metrô e material foi confundido com bomba  (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Enéas Sena colocou mochila em lixeira do metrô e material foi confundido com bomba (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Amochila que foi deixada em uma lixeira do metrô de Salvador, nesta terça-feira (25), e confundida com uma bomba foi descartada no local por um professor de 48 anos. Enéas Sena disse que colocou a mochila no local porque tem o hábito de reciclar o lixo, mas afirmou que não esperava que a atitude gerasse tanta confusão.
"Eu gosto de reciclar e isso faz bem para o meio ambiente. No metrô, já tem as lixeiras certas para isso e foi por isso que eu decidir descartar o material reciclável lá", destacou o professor, em entrevista à TV Bahia.
Conforme a SSP, mochila foi deixada no local por um homemque aparece nas imagens do circuito interno de segurança (Foto: SSP/ Divulgação)Conforme a SSP, mochila foi deixada no local por um homemque aparece nas imagens do circuito interno de segurança (Foto: SSP/ Divulgação)
Conforme a SSP, mochila foi deixada no local por um homemque aparece nas imagens do circuito interno de segurança (Foto: SSP/ Divulgação)
Enéas é morador do bairro de Brotas e disse que somente depois ficou sabendo por um amigo da confusão que causou. Após a mochila ter sido deixada por ele no metrô, a estação Pitangueiras, no bairro de Brotas foi evacuada pela polícia porque se alastrou a suspeita de que o material poderia se tratar de um artefato explosivo.
Dentro da mochila, no entanto, foram encontrados papéis e um dispositivo metálico, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
Após saber da ação da polícia no metrô, Enéas se dirigiu até a 6ª Delegacia, em Brotas, para contar como tudo aconteceu e esclarecer o caso, acompanhado de um advogado. Como não tinha delegado no momento, ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes, na região do Iguatemi, onde prestou depoimento. Ele foi liberado logo em seguida.
Policiais do Bope verificam mochila abnadonada em lixeira na estação de metrô (Foto: SSP/ Divulgação)Policiais do Bope verificam mochila abnadonada em lixeira na estação de metrô (Foto: SSP/ Divulgação)
Policiais do Bope verificam mochila abnadonada em lixeira na estação de metrô (Foto: SSP/ Divulgação)

Caso

Segundo a SSP, tudo começou por conta da atitude suspeita de um homem, que chamou a atenção dos profissionais que atuam no videomonitoramento da estação. O caso ocorreu por volta das 17h. O suspeito estava com duas mochilas e abandonou uma delas na lixeira do mezanino da estação e depois saiu.
Conforme a CCR Metrô, empresa que administra o sistema, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, foi acionado para fazer uma varredura no terminal. O Batalhão, no entanto, segundo a SSP-BA, descartou que o material se tratasse de um artefato explosivo.
De acordo com o capitão Victor de Menezes, que comandou a ação de neutralização do suposto artefato, todos os protocolos internacionais de identificação do material foram adotados, inclusive com evacuação do local.
Policiais encontraram dentro da mochila papéis e um dispositivo metálico (Foto: SSP/ Divulgação)Policiais encontraram dentro da mochila papéis e um dispositivo metálico (Foto: SSP/ Divulgação)
Policiais encontraram dentro da mochila papéis e um dispositivo metálico (Foto: SSP/ Divulgação)
"Após analisarmos o material, com o auxílio de aparelhos de detecção de imagens internas (raio x), a mochila foi retirada e aberta com o auxílio de um braço robótico", relatou. Dentro do objeto estavam papéis e um dispositivo metálico.
Em nota, a PM informou que uma equipe da 58ª CIPM também foi acionada. Um grupo de pessoas que havia desembarcado no local ficou impedido de sair por, pelo menos, 30 minutos, e foi liberado por volta das 17h30.
Os dois acessos ao terminal, na Avenida Bonocô e na Rua Pitangueiras, também chegaram a ser bloqueados pela polícia e só foram liberados ao final da operação do Bope, por volta das 19h20 Segundo a CCR, o metrô continua funcionando normalmente na capital baiana.

Metrô

metrô da capital baiana foi inaugurado em junho de 2014. Com duas linhas, o transporte tem uma extensão de 20 km e faz o trajeto Estação da Lapa - Pirajá e Acesso Norte - Pituaçu, passando por 15 estações que funcionam de forma integrada. De acordo com a administradora do sistema, cerca de 126 mil passageiros desenbarcam no transporte, diariamente. Os horários de maior movimento são das 7h às 9h e das 16h30 às 19h.
Homens do Bope descartou a presença de explosivos após análise da mochila (Foto: SSP/ Divulgação)Homens do Bope descartou a presença de explosivos após análise da mochila (Foto: SSP/ Divulgação)
Homens do Bope descartou a presença de explosivos após análise da mochila (Foto: SSP/ Divulgação)
Homens do Bope foram chamados para fazer varredura no terminal após suspeita de artefato explosivo (Foto: SSP/ Divulgação)Homens do Bope foram chamados para fazer varredura no terminal após suspeita de artefato explosivo (Foto: SSP/ Divulgação)
Homens do Bope foram chamados para fazer varredura no terminal após suspeita de artefato explosivo (Foto: SSP/ Divulgação)
Estação foi evacuada após objeto ser enecontrado no local (Foto: SSP/ Divulgação)Estação foi evacuada após objeto ser enecontrado no local (Foto: SSP/ Divulgação)
Estação foi evacuada após objeto ser enecontrado no local (Foto: SSP/ Divulgação)
Estação de metrô em Salvador foi isolada após mochila ser encontrada em lixeira (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)Estação de metrô em Salvador foi isolada após mochila ser encontrada em lixeira (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)
Estação de metrô em Salvador foi isolada após mochila ser encontrada em lixeira (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)
O Bope foi acionado na estação de metrô Brotas após mochila ser deixada em lixeira no local  (Foto: Giana Mattiazzi/ TV Bahia)O Bope foi acionado na estação de metrô Brotas após mochila ser deixada em lixeira no local  (Foto: Giana Mattiazzi/ TV Bahia)
O Bope foi acionado na estação de metrô Brotas após mochila ser deixada em lixeira no local (Foto: Giana Mattiazzi/ TV Bahia)
Escadas que dão acesso à estação de metrô Brotas, em Salvador   (Foto: Giana Mattiazzi/ TV Bahia)Escadas que dão acesso à estação de metrô Brotas, em Salvador   (Foto: Giana Mattiazzi/ TV Bahia)
Escadas que dão acesso à estação de metrô Brotas, em Salvador (Foto: Giana Mattiazzi/ TV Bahia)
Carro do Bope em frente à estação de metrô onde uma mochila foi encontrada no lixo do local, em Salvador (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)Carro do Bope em frente à estação de metrô onde uma mochila foi encontrada no lixo do local, em Salvador (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)Carro do Bope em frente à estação de metrô onde uma mochila foi encontrada no lixo do local, em Salvador (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)

sábado, 20 de maio de 2017

PSB decide virar oposição, e pede renúncia de Temer

Presidente perdeu as condições de governar e deve abrir mão do cargo

Afirma membros do PSDB


O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) - Ailton de Freitas / Agência O Globo / 2-2-2017
BRASÍLIA - Em reunião da Executiva do partido, o PSB decidiu partir para a oposição e pedir a renúncia do presidente Michel Temer. Para a cúpula da sigla, Temer perdeu as condições de governar e deve abrir mão do cargo. O PSB também resolveu que irá fechar questão em favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que antecipa as eleições diretas para presidente da República, que já vem sendo apelidada de “emenda das Diretas já”. Pela Constituição, em caso de vacância da cadeira de presidente a menos de dois anos do fim do mandato tem de ser feita uma eleição indireta na qual apenas deputados e senadores votam.
- O PSB tomará uma decisão de sugerir a renúncia do presidente, porque ele perdeu as condições de governar o país. Dentro desse ambiente de renúncia, que é uma decisão dele, pessoal, ou no caso de vacância do cargo, o PSB defende o respeito à Constituição, fortalecerá e fechará questão com relação à votação da emenda das Diretas Já - afirmou o secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, complementando em seguida:
- Quem conclui que o presidente não tem mais condições de liderar um projeto nacional, se coloca de fato na oposição.

PSB decide virar oposição, e pede renúncia de Temer

Para a sigla, presidente perdeu as condições de governar e deve abrir mão do cargo.

POR 
 
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) - Ailton de Freitas / Agência O Globo / 2-2-2017
BRASÍLIA - Em reunião da Executiva do partido, o PSB decidiu partir para a oposição e pedir a renúncia do presidente Michel Temer. Para a cúpula da sigla, Temer perdeu as condições de governar e deve abrir mão do cargo. O PSB também resolveu que irá fechar questão em favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que antecipa as eleições diretas para presidente da República, que já vem sendo apelidada de “emenda das Diretas já”. Pela Constituição, em caso de vacância da cadeira de presidente a menos de dois anos do fim do mandato tem de ser feita uma eleição indireta na qual apenas deputados e senadores votam.
- O PSB tomará uma decisão de sugerir a renúncia do presidente, porque ele perdeu as condições de governar o país. Dentro desse ambiente de renúncia, que é uma decisão dele, pessoal, ou no caso de vacância do cargo, o PSB defende o respeito à Constituição, fortalecerá e fechará questão com relação à votação da emenda das Diretas Já - afirmou o secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, complementando em seguida:
- Quem conclui que o presidente não tem mais condições de liderar um projeto nacional, se coloca de fato na oposição.
O PSB já ensaiava sair do governo, quando resolveu fechar questão contra as reformas trabalhista e da Previdência. A orientação do partido, no entanto, não foi cumprida por todos e no dia da votação da reforma trabalhista no plenário da Câmara o partido rachou: dos 30 deputados, 14 desobedeceram a sigla e votaram a favor do projeto. Ainda não está claro se o partido exigirá que o único ministro que a sigla tem dentro do governo, Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), demita-se ou, em recusando, saia do partido. O partido segue reunido e deve divulgar ao fim do encontro uma nota oficial.
- Talvez ele seja até implicado a pedir licença do partido para continuar exercendo [o comando do ministério]. Talvez ele queira ficar no navio tocando o violino do Titanic. Essa é uma opção dele - disse o deputado Júlio Delgado (MG), que também é membro da Executiva.
Desde a revelação pelo GLOBO da delação do dono da JBS, que gravou Temer tratando de mesada para o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha em troca de seu silêncio, outros partidos decidiram abandonar o Palácio do Planalto. O PTN já se declarou como oposição e o PHS se reunirá para cravar uma posição que tende a ser nesse sentido. O PPS, que tinha dois ministérios, chegou a se manifestar pela renúncia de Temer e entregou um dos ministérios, o da Cultura, até quinta-feira comandado por Roberto Freire.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Em conversa gravada, Joesley diz a Temer que está 'segurando' dois juízes e que tem pessoa 'dentro da força tarefa' que passa informações

Diálogo foi gravado no Palácio do Jaburu e faz parte da delação do dono da JBS na Lava Jato. Secretaria de Comunicação da Presidência diz que Temer 'não acreditou' nas declarações do empresário.

Dono da JBS diz para Temer que está segurando Juízes
conversa gravada pelo dono da JBS Joesley Batista com Michel Temer, o empresário fala de sua situação como investigado da operação Lava Jato e revela ao presidente que está "segurando" dois juízes e que conseguiu uma pessoa "dentro da força-tarefa". "Também tá me dando informação", afirma.
Temer ouve o relato de Joesley sobre como o empresário tenta driblar as investigações e não faz nenhum comentário objetivo sobre o relato de Joesley. (ouça o trecho no vídeo acima)
Sobre esse trecho da gravação, Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota afirmando que "o presidente Michel Temer não acreditou na veracidade das declarações. O empresário estava sendo objeto de inquérito e por isso parecia contar vantagem". "O presidente não poderia crer que um juiz e um membro do Ministério Público estivessem sendo cooptados", diz o texto.
Veja a transcrição do trecho da conversa:
Temer: Tem que manter isso, viu...
Joesley: Todo mês, também, eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado, assim, no processo assim...
Temer: [inaudível]
Joesley: Isso, isso, é, investigado. Eu não tenho ainda a denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, dá uma segurada, do outro lado o juiz substituto que é um cara que ficou...
Temer: Está segurando os dois...
Joesley: É, segurando os dois. O, eu consegui um [inaudível] dentro da força tarefa que tá...
Temer: Tá lá...
Joesley: ...Também tá me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador, que está atrás de mim. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar, e tal. O lado ruim é que se vem um cara como...

Procurador preso

Após a delação dos donos da JBS, a Polícia Federal foi ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (18) e cumpriu mandados de busca. A intenção é encontrar documentos que possam servir de prova contra o procurador da República Ângelo Goulart Villela, que trabalha na Corte Eleitoral, e que foi preso pela corporação nesta manhã. A defesa dele não foi localizada.
De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Villela foi preso por suposto envolvimento com a operação Greenfield – que apura fraudes em fundos públicos de pensão e favorecimento a uma empresa de celulose controlada pelo conglomerado J&F, que também abarca o frigorífico JBS.
"É o presidente da República ouvindo crimes", diz Camarotti

terça-feira, 16 de maio de 2017

Ex-superintendente presa em operação é suspeita de usar propina para pagar faculdades de medicina, diz PF

Dinheiro era usado para custear despesas pessoais, aponta investigação. O marido e dois filhos de Adriana Carla foram presos.

Polícia Federal investiga corrupção em frigoríficos e no Ministério da Agricultura
Investigações da Polícia Federal apontam que a ex-superintendente do Ministério da Agricultura Adriana Carla Floresta Feitosa presa durante a operação “Lucas” nesta terça-feira (16), usava dinheiro de propina para custear despesas pessoais. Por meio de bloqueios de contas bancárias, a PF constatou que parte do dinheiro era usado para pagar boletos de faculdades. O ex-marido, o marido e dois filhos de Adriana também foram presos. Um deles é estudante de medicina em Gurupi. A operação foi deflagrada nesta terça-feira (16) em quatro estados e no Distrito Federal e investiga a corrupção envolvendo a servidora pública e empresas fiscalizadas, dentre frigoríficos e laticínios.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão contra Adriana; o atual marido, Humphrey Teixeira dos Santos; o ex-marido, Djalma Luis Feitosa, e dois filhos dela, Luis Fernando Floresta Feitosa, preso em Gurupi, e Luciano Floresta Feitosa, preso em São Paulo. A PF disse que eles recebiam as vantagens indevidas.
A defesa de Adriana acompanha o depoimento dela na sede da PF. O advogado de Luiz Fernando Floresta Feitosa disse que o cliente dele está sendo ouvido pela PF e que ele ainda está se inteirando dos fatos. O G1 tenta contato com a defesa dos outros presos.
Segundo o superintendente regional da PF no Tocantins, Arcelino Vieira, as outras cinco pessoas pessoas ”são ligadas a frigoríficos e também atuavam nos processos administrativos que eram encaminhados ao Ministério da Agricultura”. Uma delas é o fiscal da Adapec de Araguaína, Dawes Rodrigues Sousa Lima. Sobre a prisão dele, a Adapec disse que não tem conhecimento do fato porque não teve ainda acesso ás informações que constam no processo.
O período de investigação é entre os anos de 2010 e 2016, quando Adriana atuou como chefe de fiscalização e chegou a assumir como substituta a superintendência do órgão. Conforme a PF, ela é suspeita de receber dinheiro de empresas.
A servidora recebia para tratar de interesses de empresas fiscalizadas, seja adiantando ou atrasando procedimentos administrados. Há também a indicação de que ela tenha atuado na diminuição ou anulação de multas aplicadas. Era uma atividade que atendia mais a interesses das empresas do que interesse público”, explicou o superintendente.
Durante o período investigado, a PF descobriu por meio da quebra de sigilo bancário, que houve uma movimentação no valor de R$ 13 milhões. Destes, apenas R$ 3 milhões eram provenientes de remuneração salarial.
“O que excede a isso é uma movimentação de crédito sem uma origem. Boa parte dessa movimentação não identificada que chega a R$ 8 milhões é uma movimentação de origem de alguns frigoríficos ou pessoas ligadas a frigoríficos e laticínios. Houve decretação de bloqueio de bens de aproximadamente R$ 2,2 milhões do núcleo familiar da servidora porque até o momento é esse o valor que temos a certeza de que houve a locupletação pelo ilícito”, disse Arcelino.
Ainda conforme o delegado, os pagamentos eram frequentes e se realizavam por meio de depósito em contas e por pagamentos de boletos.

Empresas investigadas

No Tocantins, a PF fez busca e apreensão na Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados de Gurupi (Cooperfrigu); no frigorífico Frango Norte, em Paraíso do Tocantins e no frigorífico Minerva, que fica em Araguaína.
Em resposta, a Cooperfrigu informou que agentes da PF estiveram na Cooperativa para encontrar provas documentais com relação a possível esquema de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura. A Cooperfrigu disse ainda que sempre teve bom relacionamento com o Ministério da Agricultura por meio de seus representantes legais, e nunca se envolveu em casos ilícitos.
O frigorífico Frango Norte disse que não vai se posicionar no momento. A produção da TV Anhanguera entrou em contato com o frigorífico Minerva, que ainda não se manifestou sobre o caso.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento disse que apoia integralmente a ação da Polícia Federal e vem colaborando com as investigações. Afirmou ainda que todos os servidores envolvidos na ação foram afastados preventivamente por 60 dias e, os que possuem cargos em comissão, exonerados das funções.
"Sobre a operação Lucas, envolvendo a Superintendência do Estado do Tocantins, é importante destacar que a servidora já estava exonerada há mais de 30 dias e que as investigações não atingem o sistema como um todo, se referindo a desvio de conduta de uma servidora", diz nota.
Por fim, o Ministério da Agricultura afirma que que mantém a mesma postura de transparência e de cooperação com as investigações, como ocorreu durante os trabalhos de investigação da Operação Carne Fraca, deflagrada em março deste ano.

Entenda

A operação "Lucas" foi deflagrada nesta terça-feira. Cerca de 120 policiais federais cumpriram 62 mandados judiciais no total, sendo 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão, nos estados de Tocantins, Pará, São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal.
A PF disse que a investigação começou após denúncias de que frigoríficos e empresas de laticínios teriam sido favorecidas em processos administrativos.
A operação foi batizada de Lucas, conforme a Polícia Federal, em referência à passagem bíblica que diz “não peçais mais do que o que vos está ordenado”. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, cujas penas podem chegar a 12 anos de prisão.

Trump deu informações secretas a chanceler russo, dizem funcionários

Presidente se reuniu com Lavrov e embaixador em meio a investigação de conluio; conteúdos dados por país aliado eram tão delicados que CIA teve de pedir censura

Atualizado: 
Trump e Lavrov se cumprimentam em encontro no Salão Oval AP
WASHINGTON - A acusação de que o presidente americano, Donald Trump, compartilhou informações altamente confidenciais com autoridades russas não apenas gerou fortes críticas de democratas e republicanos, mas também intensificou a difícil relação que o presidente mantém com as agências de Inteligência do país desde sua chegada à Casa Branca. Segundo o “Washington Post”, que fez a revelação, o país de origem das informações sobre um complô do Estado Islâmico (EI) não autorizara seu compartilhamento. Embora não possa ser considerada ilegal, uma vez que o mandatário tem o poder de reduzir o status de confidencialidade de qualquer informação que receba, a suposta decisão de Trump foi classificada pelo diário como “uma enorme violação da etiqueta da espionagem, que pode colocar em risco uma valiosíssima relação de compartilhamento de informações”.
Funcionários citados sob anonimato pelo jornal afirmam que as informações compartilhadas por Trump diziam respeito à proibição de notebooks em aviões, e foram transmitidas ao chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e ao embaixador do país nos Estados Unidos, Sergey Kislyak. A informação teria sido passada à Inteligência americana por um país aliado não identificado, com conhecimento das rotinas internas do grupo jihadista, e foi considerada tão importante que não foi transmitida a outros aliados e teve circulação restrita dentro do governo americano.
O encontro entre o presidente e os representantes russos aconteceu na Casa Branca, um dia depois do anúncio da demissão do diretor do FBI (polícia federal americana), James Comey, que liderava a investigação da agência sobre possíveis ligações entre a campanha presidencial de Trump e o Kremlin.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Whatsapp para geral no Brasil e em alguns paises

instabilidade para alguns usuários

Relatos nas redes sociais afirmam que aplicativo está fora do ar em conexões 3G, 4G e Wi-Fi.

Siri ganha poder de ler mensagens do WhatsaApp em voz alta.
Siri ganha poder de ler mensagens do WhatsaApp em voz alta. (Foto: Reprodução/App Store/Apple)
O WhatsApp apresenta instabilidade para alguns usuários nesta quarta-feira (3). Segundo relatos nas redes sociais, o aplicativo de mensagens está fora do ar, o que impossibilita o envio e recebimento de mensagens.
As reclamações afirmam que o app não está funcionando tanto em conexões 3G e 4G quanto em redes Wi-Fi.
O site Down Detector, que agrega relatos de problemas de conexão com sites e aplicativos, mostra que os problemas com o WhatsApp nesta quarta começaram por volta das 17h.
Um mapa feito pela página mostra que as reclamações se concentram na Europa ocidental e no Brasil. Na seção de comentário do site, porém, usuários de todo o mundo afirmam que o aplicativo está fora do ar em seus respectivos países.
Mapa do site Down Detector mostra relatos de falhas no WhatsApp
Mapa do site Down Detector mostra relatos de falhas no WhatsApp (Foto: Reprodução/Down Detector)
A assessoria de imprensa do WhatsApp afirmou que a empresa ainda não se posicionou sobre o caso.