quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vejam a charge da Convocação do Dunga

Fãs do álbum da Copa circulam na internet figurinha 'fake' de Grafite

Imagem do jogador não consta no álbum oficial da Copa do Mundo.
Convocação de Dunga mexeu com o 'mercado livre' das figurinhas.



12/05/2010 06h56 - Atualizado em 12/05/2010 09h05

A convocação do atacante Grafite anunciada na terça-feira (11) pelo técnico Dunga virou alvo de brincadeiras entre os colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo. Nas redes sociais, os internautas brincam dizendo ter conseguido a disputada figurinha do atacante do Wolfsburg, que foi chamado para defender a Seleção Brasileira no Mundial que será disputado na África do Sul. Até figurinhas 'fakes' com a imagem de Grafite circulam na internet..

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Veja fotos do avião que caiu na Líbia

Voo saiu de Joanesburgo rumo a Trípoli e com destino final em Londres.
Acidente aconteceu pouco antes de a aeronave chegar ao aeroporto.

Acidente aconteceu pouco antes de a aeronave chegar ao aeroporto.
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terça-feira, 11 de maio de 2010

Brasil, Paraguai e Argentina recusam apoio a filme de vencedora do Oscar

Novo longa de Kathryn Bigelow se passa na tríplice fronteira.
Ministro da Argentina diz que filme vai retratar a região 'negativamente'.

A cineasta Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar por 'Guerra ao
 terror'A cineasta Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar por
'Guerra ao terror' (Foto: Reuters)
Autoridades de Brasil, Argentina e Paraguai criticaram a filmagem de "Triple frontier" ("Tríplice fronteira", em português), o novo filme em projeto da vencedora do Oscar Kathryn Bigelow, de "Guerra ao terror", e não vão colaborar com a produção, informou a ministra do Turismo do Paraguai, Liz Cramer.
"Falei com o ministro do Turismo da Argentina e com os do Brasil. Estamos todos indignados. Colocaram o olho na Tríplice Fronteira e querem nos transformar em vilões do mundo", disse a ministra nesta segunda-feira (10), em entrevista a jornalistas.
Em entrevista ao site do jornal argentino "El Clarín", Enrique Meyer, ministro de Turismo da Argentina, se disse "profudamente indignado". "Conversando com a ministra do Paraguai a respeito, e também com o governador da província de Misiones (que faz parte da tríplice fronteira) concordamos na profunda indignação que nos causa essa realização, que até onde sabemos quer apresentar a região comum aos três países sul-americanos negativamente", declarou Meyer.
Sem apoio
Cramer anunciou que as autoridades dos três países não vão colaborar com os cineastas americanos que pretendiam filmar na região durante o segundo semestre deste ano.
"Seria estúpido ficar ao lado de estrangeiros que vêm nos pintar como o maior lixo do planeta", afirmou a funcionária, pedindo que instituições e a população da região os ignore.
Ela esclareceu que os países da Tríplice Fronteira são livres e que os produtores não terão qualquer impedimento para as filmagens. "Mas não terão nenhum apoio público", enfatizou.
A zona comercial fronteiriça entre Paraguai, Argentina e Brasil é considerada por relatórios do governo dos Estados Unidos um epicentro de conexão e financiamento de grupos terroristas islâmicos, informação esta que vem sendo negada pelas autoridades dos três países.
Com pouco mais de 1 milhão de pessoas, Ciudad del Este (Paraguai), Foz do Iguaçu (Brasil) e Puerto Iguazú (Argentina) são divididas pelos rios Paraguai e Iguaçu, sendo muito visitadas por turistas atraídos pelas Cataratas do Iguaçu e pela hidrelétrica de Itaipu.
Estima-se que 20.000 árabes e descendentes vivam na região, muitos deles muçulmanos dedicados ao comércio.

Jovem pega 6 meses de prisão por furto na casa de Orlando Bloom

Alexis Neiers, de 18 anos, participa do reality show 'Pretty wild'.
Bloom alega ter dado falta de relógios e obras de arte após visita da garota.

O ator Orlando BloomO ator Orlando Bloom (Foto: AP)
Uma jovem participante de reality show foi condenada na segunda-feira a seis meses de prisão por um furto na casa do ator Orlando Bloom, em Hollywood.
Alexis Neiers, 18, participante do programa "Pretty wild", do canal E!, sobre adolescentes de Hollywood, disse à polícia de Los Angeles que esteve na casa de Bloom em julho de 2009, como parte de um grupo de fãs adolescentes conhecido como "Bling ring" (algo como "a turma dos brilhantes"). Ela negou que tenha subtraído qualquer coisa da casa do ator de "Piratas do Caribe". Bloom deu pela falta de obras de arte e relógios.
A sentença é resultado de um acordo judicial em que ela se abstém de contestar as acusações ("no plea"), para que o caso não seja levado até o final. Caso isso ocorresse, Bloom deveria depor contra ela.
A Corte Superior de Los Angeles a condenou a seis meses de prisão e três anos sob liberdade condicional.
Lindsay Lohan, Paris Hilton, Megan Fox, Rachel Bilson e Audrina Patridge também já tiveram suas casas saqueadas por um grupo que, segundo a polícia, age motivado por lucro e pelo culto às celebridades.
Cinco outras pessoas acusadas de fazerem parte do grupo podem ser levadas a julgamentos por invasões nos quais foram roubadas joias e roupas avaliadas em milhões de dólares.

 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cordões umbilicais que iriam para o lixo podem curar quem tem leucemia

Células-tronco são usadas em transplantes semelhantes ao de medula.
Material é retirado durante o parto, logo após o nascimento do bebê.

Mal saiu do ventre da mãe, o pequeno Pedro Bub, de São Paulo, já era um doador de sangue. E não era um sangue qualquer: o líquido estava dentro do seu cordão umbilical, cheio de células-tronco, e seria jogado fora, mas foi recolhido para congelamento e poderá servir para curar alguém com leucemia.
Esse tipo de doação, consentida pela mãe, tem crescido no Brasil. Já são seis bancos públicos que coletam e congelam o sangue, e até o início de 2011 está prevista a inauguração de mais sete, espalhados pelas principais capitais.
Bebê Pedro BubCaroliba Bub, de São Paulo, doou sangue do cordão umbilical de seu bebê, Pedro Bub, para um banco público que armazena esse tipo de material.  As células-tronco disponíveis no cordão ficarão disponíveis para transplantes em pessoas que sofrem de leucemia ou de ontras doenças do sangue. (Foto: Arquivo Pessoal)
O material guardado é usado em cirurgias iguais aos transplantes de medula, feitos em pessoas que têm doenças do sangue, como leucemia ou anemia falciforme, e que não encontram doadores compatíveis em sua família. Em vez de injetar no corpo do doente as células da medula, são colocadas as células-tronco do cordão umbilical.
"Já fizemos quase cem transplantes com cordões umbilicais da BrasilCord [a rede brasileira de bancos públicos de cordão]", conta Luís Bouzas, diretor do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Segundo ele, hoje a BrasilCord já tem mais de oito mil cordões armazenados.
Banco de SangueAs células-tronco do cordão umbilical são mantidas
em 'supergeladeiras' a menos de -190°C, e podem
durar mais de 18 anos. (Foto: Maurilo Clareto -
Sírio-Libanês/Divulgação)
Na hora de achar um doador compatível, o sangue umbilical traz mais esperança para os doentes. "No transplante com células-tronco de medula óssea, para que o resultado seja positivo é necessário um grau de compatibilidade de 100%. O sangue de cordão permite que se faça com apenas 70% de compatibilidade", explica o médico do Inca.
Outra vantagem do sangue do cordão é que o doador não tem de fazer exames e nem se apresentar ao hospital para a retirada das células – etapas que costumam estender o tempo do transplante. "Os cordões são uma fonte de células-tronco que já está pronta para uso. Há pacientes que não têm tempo [de esperar por um doador compatível]", afirma Andreza Ribeiro, coordenadora do banco público de cordão umbilical mantido pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Parto tranquilo
Para as mães, o procedimento é simples. "Eu só percebi que eles colheram o material na hora em que a enfermeira da coleta me agradeceu pela doação. Não dói, não aumenta o tempo de trabalho de parto", conta a médica Carolina Bub, que deu à luz Pedro há menos de um mês.
Estamos desenvolvendo uma espécie de kit com informações
de como coletar esse material.
Dessa forma, talvez possamos congelar cordões para quem
quiser doar mas não dará à luz
em maternidades conveniadas
aos bancos públicos"
Luís Bouzas, do Inca
O sangue é retirado do cordão umbilical logo depois do parto. Já no laboratório, são eliminados os glóbulos vermelhos e o plasma, sobrando cerca de 20 mililitros com as células-tronco. Em uma bolsa especial, o material é armazenado em uma "supergeladeira" a menos de 190 graus Celsius negativos, em nitrogênio líquido.
Os dados sobre as células entram em um sistema federal onde quem precisa de transplante pode buscar sangue compatível. No Brasil, dois bancos públicos também participam de uma rede internacional, que fornece sangue a doentes de outros países.
"Temos dados de células que foram congeladas há 18 anos e ainda têm boa viabilidade [para transplantes], mas pode ser que durem muito mais que isso", conta a médica Poliana Patah, diretora do banco público de cordões do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.
Depois de coletado, sangue passa por exames para garantir a 
qualidade das células-tronco.Antes de ser armazenado, sangue passa por
exames para garantir que as células-tronco.
são saudáveis. (Foto: Maurilo Clareto - Sírio-
Libanês/Divulgação)
Poucas maternidades
Como a rede pública para a coleta de cordões é pequena, a mãe que quiser doar terá que fazer o parto em hospitais vinculados a um banco público de cordões. Em São Paulo, o material é coletado em apenas três maternidades.
"Estamos desenvolvendo uma espécie de kit com informações de como coletar esse material. Dessa forma, talvez possamos congelar cordões para quem quiser doar mas não dará à luz em maternidades conveniadas aos bancos públicos", relata Bouzas, do Inca.
Bancos particulares
Ao mesmo tempo em que a rede pública se prepara para receber mais bancos de cordão, aumenta a procura pelos bancos particulares. Nestes, as células-tronco são guardadas para o uso da própria família, para transplantes relacionados a doenças do sangue ou em futuras aplicações que a ciência possa desenvolver.
Os bancos privados criam uma expectativa de que esse material será usado para tudo o que existe na medicina. Isso é um absurdo, não é verdade"
Luís Bouzas
A existência desses bancos, contudo, ainda gera muita polêmica entre os médicos. "Os bancos privados criam uma expectativa de que esse material será usado para tudo o que existe na medicina. Isso é um absurdo, não é verdade", afirma o médico do Inca. Segundo ele, os cordões são aprovados apenas para transplantes semelhantes ao de medula. "Qualquer outra coisa é experimental ou já foi refutada pela pesquisa."
São as técnicas experimentais, contudo, que chamam a atenção das famílias na hora de contratar esse serviço, que custa cerca de R$ 3.500 no momento do nascimento do bebê e mais R$ 500 por ano para manutenção.
"São mais de trezentas doenças que podem vir a ser tratadas com terapia celular", defende o médico Carlos Alexandre Ayoub, diretor clínico de um banco de cordão particular em São Paulo.
A médica Andreza Ribeiro, do Albert Einstein, afirma que a legislação brasileira respalda o armazenamento particular, "mas falando em termos médicos, há um questionamento da utilidade. Eu não condeno, mas não recomendo. Não congelar o cordão não significa que a mãe está sendo displicente [com a saúde do filho]", afirma.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tirando as dúvidas sobre a vacina contra o vírus A (H1N1), ou gripe suína-parte 3 18 March


Por que as grávidas não podem tomar a vacina com adjuvante?
Por zelo, o Ministério da Saúde está orientando que a vacinação da gestante, a utilização de vacinas sem adjuvantes (substâncias imuno-estimulantes que entram na composição de uma vacina). Porém, a OMS/OPAS orienta a utilização de qualquer uma das vacinas: sem adjuvantes ou com adjuvantes; isso em função da experiência de outros países já estão vacinando desde novembro de 2009.

Quando será feita a vacinação da gestante?
A vacinação da gestante será realizada a partir do dia 22 de março e enquanto durar a vacinação (até 21 de maio), ou seja, serão sete semanas para mobilização da mulher grávida a buscar a sala de vacinação dos serviços de saúde. Depois desse período, as mulheres que engravidarem poderão se vacinar.

Por que vacinar portadores de doenças crônicas?
Na pandemia de 2009, dentre os casos de SRAG pelo vírus influenza H1N1 observou-se um alto percentual de pessoas com doenças crônicas. Os portadores de doenças respiratórias crônicas, por exemplo, foi o de maior freqüência com 24,4% dos registros, seguido das doenças cadiovasculares e outras doenças crônicas. Essas situações caracterizam pessoas que precisam de proteção por já se encontrarem em situação de vulnerabilidade, podendo apresentar quadros de maior gravidade e morte.

Que situações serão consideradas para caracterizar os portadores de doença crônica?
Até o momento estão incluídos nesse segmento:
· Pessoas com grande obesidade (Grau III), incluídas atualmente nos seguintes parâmetros:
- crianças com idade igual ou maior que 10 anos com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25;
- criança e adolescente com idade maior de 10 anos e menor de 18 anos com IMC igual ou maior que 35;
- adolescentes e adultos com idade igual ou maior que 18 anos, com IMC maior de 40;
· Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
· Indivíduos asmáticos (portadores das formas graves, conforme definições do protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia;
· Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular)
· Pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas;
· Pessoas com diabetes;
· Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses);
· Pessoas com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral;
· Pessoas com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise;
· Pessoas com doença hematológica: hemoglobinopatias;
· Pessoas com terapêutica contínua com salicilatos, especialmente indivíduos com idade igual ou menor que 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
· Pessoas portadoras da síndrome clínica de insuficiência cardíaca;
· Pessoas portadoras de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica:
- Hipertensão arterial pulmonar;
- Valvulopatias;
· Pessoas com cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo [FEVE] menor do que 0.40);
· Pessoa com cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular [FEVE] menor do que 0.40;
· Pessoa com cardiopatias congênitas cianóticas;
· Pessoas com cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea;
· Pessoas com miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva);
· Pessoas com pericardiopatias.

Os idosos (população com mais de 60 anos) portadores de agravos crônicos estão incluídos nesse grupo?
Os idosos (pessoas com mais de 60 anos) portadores de algum desses agravos não serão vacinados neste momento e sim no período de 24 de abril a 7 de maio, durante a campanha anual de vacinação do idoso contra a influenza sazonal .

A vacinação de pessoas com doenças crônicas não apresenta risco de reações?
A vacina é segura e a possibilidade de ocorrer um evento adverso após a administração da vacina em pessoas com doença crônica é a mesma de qualquer outra pessoa.

Como as pessoas vão comprovar a sua condição de portador de doença crônica, de modo a justificar a vacinação? Como essas pessoas serão vacinadas?
De modo geral, os portadores dessas patologias já frequentam unidades de saúde ou serviços de referência, sendo acompanhados por profissionais de saúde.
Na organização da operação de vacinação as equipes de coordenação municipal e estadual deverão identificar esses serviços e articular estratégias de convocação ou de visita aos serviços ou instituições de referência, onde será possível localizar e vacinar a população comprovadamente portadora de comorbidade.
A comprovação da vacina administrada deve ser feita no documento de registro utilizado para o registro de outras vacinações (caderneta ou cartão).

Se mais de 90% dos casos de gripe vêm sendo causados pelo vírus pandêmico, por que manter a vacinação da gripe comum para idosos?
A influenza é causada por diversos tipos de vírus e os que provocam a gripe sazonal não deixaram de circular e provocar a doença, ainda que em 2009 essa circulação tenha sido bastante reduzida. A circulação do vírus da Influenza Pandêmica em 2009 e 2010 continua sendo predominante.
Como não é possível prever como ocorrerá a gripe sazonal em meados de 2010 é necessário continuar protegendo este grupo que é o mais vulnerável para esse tipo de gripe.
A gripe sazonal continua sendo importante causa de internação e de doença grave em idosos.

Por que as crianças com menos de seis meses não estão incluídas? Há contraindicação para vacinação desse grupo?
A vacina atualmente disponível não é recomendada para o grupo de menores de seis meses em razão de não haver estudos que demonstrem a qualidade da resposta imunológica, ou seja, a proteção não é garantida.

Como será feita a identificação dos vacinados durante a estratégia, de maneira a garantir a vacinação do grupo alvo?
a)Para alguns grupos alvo que têm como especificidade a faixa etária será solicitada a apresentação de documento de identificação que comprove a idade.
b) Para os portadores de doenças crônicas pré-existentes a adesão será de iniciativa do próprio portador da doença, não sendo indicada a exigência de atestado médico para não burocratizar o acesso à vacinação, confiando-se na busca consciente por parte dos que realmente necessitam. Sabe-se, ainda, que grande parte dos portadores de doenças crônicas recebe acompanhamento sistemático dos serviços de saúde.
c) No caso das gestantes também é esperada a adesão espontânea, confiando-se também na informação verbal da mulher, ou, de outra maneira, o encaminhamento a partir do pré-natal.

Quem teve a gripe pandêmica e teve confirmação laboratorial deve tomar a vacina?
a) Sim. Quando uma pessoa é infectada pelo vírus influenza A adquire imunidade para aquele subtipo específico de vírus que a infectou. Assim, quem já teve a gripe pandêmica comprovadamente (com diagnóstico laboratorial positivo) em princípio, está imune, embora haja registro de alguns casos que desenvolveram uma segunda infecção.
A duração da imunidade pode variar de pessoa para pessoa, mas, no caso desse vírus sofrer mutação um novo contágio poderá ocorrer.
b) Se a pessoa pertencer a um dos grupos prioritários deve ser vacinada, pois a maioria das pessoas que teve gripe nesse período não teve comprovação laboratorial.

Se a pessoa quiser pode optar por tomar a vacina em serviço privado, pagando por ela? Pode sim. Não haverá impedimento, por parte do Ministério da Saúde, para o setor privado adquirir vacinas. O que pode ocorrer, nessa circunstância, é a limitação da disponibilidade do produto, que irá depender da capacidade de fornecimento pelos laboratórios produtores.
Qual a incidência de efeitos colaterais (eventos adversos) até agora?
Até a última avaliação realizada pela OMS, em dezembro de 2009, não havia sido comprovado evento adverso grave associado à vacina contra influenza pandêmica. A grande maioria do que vem se apresentando se assemelha a vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.

O governo se prepara para a possibilidade de fraude?
Esperamos que a linguagem da mídia de esclarecimento a população seja clara para que a mesma busque a vacina em lugares seguros e faça denúncias em caso dúvidas de sua procedência, distribuição e uso.
Em relação à possível fraude na produção de vacinas ou disponibilidade, o Governo Brasileiro dispõe de mecanismos para controle de qualidade de todas as vacinas por meio do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz (INCQS). Há também, o controle por meio da ANVISA que assegura o registro dos produtos em oferta em nosso país.


A vacinação para Influenza A (H1N1) – 2009 será mantida para os próximos anos?
Como uma pandemia de influenza qualquer predição é ainda especulativa. o Brasil seguirá sempre as recomendações da OMS.

Como a vacina é acondicionada? Precisa de equipamento especial?
Todas as vacinas são acondicionadas em equipamentos de refrigeração (refrigeradores domésticas ou comerciais e câmaras frigoríficas) e em caixas térmicas.
A vacina contra influenza pandêmica deverá ser armazenada e acondicionada entre +2° e +8° C desde a Central Nacional de Armazenamento até o nível local, ou seja, utilizando os mesmos equipamentos para as demais vacinas.

Quais são eventos adversos desta vacina em comparação com outras? Os eventos adversos relatados pelo laboratório GSK: a) Muito comum (cerca de 10% dos vacinados): dor no local da aplicação, cefaléia, dor articular, muscular e fadiga;
b) Comum: Náusea, diarréia, sudorese, hiperemia no local da aplicação, inchaço no local da aplicação e tremores;
c) Raros: Linfadenopatia, insônia, tontura, parestesia, vertigem, dispnéia, dor abdominal, vômitos, dispepsia, desconforto gástrico, prurido, erupção cutânea, dor nas costas, rigidez músculo esquelética, dor no pescoço, espasmos musculares, dor nas extremidades, reações no local de injeção (hematoma, induração, prurido e aumento de temperatura), astenia, dor no peito e mal estar.

Na hipótese de o vírus persistir durante muitos anos, eu vou precisar me reimunizar?
Se não houver mutação do vírus, não será necessária a revacinação.

Se eu me vacinar com vacina contra a gripe sazonal, não corro perigo de pegar a gripe suína em seu estado atual, já que a vacina da gripe normal não garante que eu nunca mais adoeça?
Se o indivíduo se vacinar com a vacina sazonal e estiver dentro do grupo prioritário deverá também se vacinar contra a vacina pandêmica.

Quem toma a vacina pode doar sangue?
As pessoas que atendam aos requisitos podem doar sangue apenas depois de 48 horas contadas a partir do dia da vacinação.

Fonte: Ministério da Saúde (www.saude.gov.br)
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